Artigos de autoria de Pedro Uzum - Vidas passadas existem?

14. 05. 02
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Quando se fala em “doença psicossomática” estamos falando de um problema que supostamente começa no nível “psicológico” e acaba se manifestando no nível físico, ou seja, no soma (corpo). Assim, quando o problema se manifesta no corpo, é chamado de sintoma, que consiste na solução precária que o corpo (quando falo corpo aqui, refiro-me à totalidade do nosso EGO) encontrou para o problema. Assim, o indivíduo pode apresentar desde algum distúrbio emocional, que lhe impede de se sentir bem, até um problema de saúde física (aliás, todas essas manifestações vão alterar a fisiologia). Assim, não se deve procurar simplesmente eliminar o sintoma por qualquer meio que seja e sim buscar o problema e encontrar uma solução que não seja doentia. Para isso, usando a metáfora que mencionei no artigo anterior, é necessário olhar para o lado esquerdo da tela, ou seja, o que aparece no “passado” (que, como já vimos, está “presente”) – e aí, invariavelmente, encontramos uma situação que está ainda sem uma solução adequada.Eis que, na primeira metade do século passado, surge um judeu alemão conhecido como Fritz Perls, o qual, influenciado pela Filosofia Gestalt alemã, enfatiza o aqui e agora onde ocorrem todos os fenômenos – a Gestalt se origina da Fenomenologia, segunda a qual o que importa é olhar as coisas como elas são, sem questionar o porque. Assim, voltando a uma situação não resolvida, ela é chamada de Gestalt aberta, que se manifesta no sintoma, exigindo uma solução, quando então será considerada uma Gestalt fechada.Surge então, nos Estados Unidos, um rapaz de uma família presbiteriana, que se submetia a sessões de terapia com uma terapeuta da abordagem Gestalt. No decorrer desse trabalho, levou para a sua sessão um sonho que tivera, onde se viu morrendo afogado no mar. A terapeuta, usando a técnica Gestalt, pediu que ele vivenciasse o sonho como se estivesse acontecendo aqui e agora. O sonho ganhou intensidade e surgiram mais detalhes, onde o rapaz se viu vítima do naufrágio